quarta-feira, 22 de junho de 2016

Roma Parte II - Comer, Beber, Provar

Mangiare que te fa bene!



Não sei vocês, mas eu particularmente, gordinha feliz que sou, sempre que penso em viagem, imediatamente também penso nas comidas que irei provar lá! E Roma é literalmente um prato cheio de possibilidades gastronômicas a se experimentar! Justamente por isso, achei que também merecia um post a parte! Pode ir salivando aí ;)


Antes do prato principal, uma informaçãozinha importante: Fiz um freetour em Roma e enquanto falava dos pontos turísticos e da cidade como um todo, a guia disse pra fugirmos dos menus turísticos (aqueles esquemas de “pague tantos euros com entrada, prato principal e sobremesa”), visto que os pratos são mal servidos, o sabor não é essas coisas, e o preço abusivo. Ela disse o mesmo que eu já tinha lido num guia pra mochileiros: observe onde os moradores da cidade comem e coma ali também, e aí você escapa das tourist traps

Agora sim, os pratos principais desse post:


1) Antica Stabia PizzeriaDepois de percorrer todo o arredor do Coliseu, mortos de cansaço e de fome, eu e dois amigos entramos na primeira budega que vimos. O primeiro contato lá dentro foi com um pizzaiolo com cara de malvadão, todo tatuado e super mal humorado. Mas o cheiro tava tão bom, o espaço era tão pequeno, aconchegante e quentinho, o preço tão atraente, e tínhamos tanta fome que acabamos ficando. Em poucos minutos quebrei o mau humor do brother pedindo pra me ensinar a falar palavrão em italiano e ensinado palavrão brasileiro! Bom italiano que ele era, acabou ficando íntimo até demais, a ponto de colocar outro cliente na mesa que ocupávamos, argumentando que não tinha mais espaço e nós éramos os mais “easygoing” lá. Enfim, o cliente era um norte americano que agradeceu imensamente por termos o deixado  se sentar, e disse que estava há horas procurando aquele lugar porque era o primeiro indicado no tripadvisor!!!!! Entendeu? Entramos por acaso na pizzaria que, na época, era a mas indicada pelos turistas do mundo!!!!
Dei uma olhada no TripAdvisor antes de finalizar esse post e descobri que ela não está mais no topo, mesmo assim, recomendo muito passar lá pra provar uma real pizza italiana com um preço super camarada ;)



Ma che cazzo! Esse é o pizzaiolo mal humorado! 

         Antica Stabia Pizzeria
           Endereço: Via Tiburtina 613 (próximo do Coliseu)
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2) Biblio Bar: Cara, que lugarzinho delicioso! Indo pro Castelo Sant´Angelo (que você não pode deixar de ir), à beira do Rio Tibre, você vai ver um monte de barraquinhas de souvernirs. Entre elas, tem uma espécie de tenda verde com umas mesinhas debaixo das árvores, num climinha super bucólico, saindo música clássica das caixinhas de som presas às árvores. Gente, sério, muito legal. Gostei tanto que acabei passando mais uma 3 ou 4 vezes, já que é perto de várias atrações. Recomendo muito sentar lá no fim de tarde e tomar uma taça de vinho, uma birra moretti (prefiro o vinho, hein) ou uma Peroni (continuo no vinho), ou então passar lá pela manhã pra um cappuccino. O dono é super simpático, e se você estiver afim, vai bater um bom papo com ele numa mistura de inglês/italiano/português. Tem ainda a possibilidade de entrar e conferir várias obras literárias!


No BiblioBar pra um cappuccino
E também pra um tramezzini e um vinho local



E depois pra uma cerveja local (bem fraca, por sinal hehehe)

E é esse o BiblioBar, não mais que uma barraca às margens do Rio Tibre... Imperdível!

BiblioBar
Endereço: Lungotevere Castello00193
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3) Lasagnam: Não é sempre que temos tempo (e dinheiro) suficiente pra sentar num restaurante pra saborear um rango bom, típico do lugar, né? E aí pelo menos um mcdonaldzinho você acaba tendo que encarar. NÃO EM ROMA, porque lá você vai substituir o McLancheFeliz pelo Lasagnam, um fast food tipicamente italiano! A especialidade é lasanha, claro, e por menos de 10 euros, você tem a lasanha, umas batatinhas e uma bebida. Se quiser dar uma complementada, pede também um polpettone! As porções não são tão grandes, você não vai se empanturrar. Mas no Mac você também não iria, né? Então...

           Endereço: Via Frangipane, 15
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4) Baffeto: Lá no início do post, eu falei sobre a guia turística nos disse sobre restaurante. Como já era noite quando acabou o tour, e todo mundo querendo jantar, várias pessoas do grupo pediram que ela indicasse um restaurante. Ela indicou esse Baffetto 2, e foi uma ótima indicação. E digo mais: Descobri muito depois de ter conhecido o Baffetto, que ele é indicado também pelo Lonely Planet, um dos guias mais vendidos no mundo! Não é por menos: massa italiana tradicionalíssima, ambiente confortável e atendentes bem atenciosos. Recomendo pedir um vinho pra acompanhar a massa, e fica tranquilo porque o preço é bem acessível (caso contrário eu não teria ido e nem indicaria hehehe).




Endereço: Piazza del Teatro di Pompeo, 18
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5) Hard Rock Café: Não devia estar aqui porque afinal, não tem nada de tradicionalmente italiano. Mas já falei no post sobre Buenos Aires e também no de Amsterdam que eu tenho vício de Hard Rock. Dos poucos que fui, Roma não foi o melhor, não... Mas mesmo assim acho que vale a pena. Pra variar, pedi o mesmo prato que peço em todos os outros, que é uma espécie de combo com várias comidinhas. A loja é bem legal, produtos legais, preços acessíveis, e a decoração é muito massa. Dê uma rodada em todo o espaço, pra ver os instrumentos lá expostos.



Endereço: Via Vittorio Veneto 62 a/b
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Bom... sobre lugares pra comer, beber e provar, são essas minhas contribuições. Mas preciso dar outras duas sugestões que não podem DE JEITO NENHUM deixar de ser provadas em Roma: sorvete e café!

 O sorvete - ou gelatto, em italiano: Gente, que negócio bom! E vou logo avisando que a casquinha mais barata que você experimenta lá, é infinitamente mais gostosa do que a bola caríssima que você encontra nas sorveterias italianas por aqui. Pode comprar sorvete em qualquer gelateria em qualquer esquina que você passar, e peça pra experimentar os sabores antes de escolher porque eles fazem isso de bom grado (pelo menos o fizeram comigo). Uma das que eu lembro de ter entrado (sim, entrei em várias e tomei sorvete como se não houvesse amanhã) é a Petrini, e a mais recomendada  pelo tripadvisor é La Dolce Vita. O Lonely Planet indica quatro delas: San Crispino, Gelarmony, Il Gelato e Giolitti. Mas eu diria pra experimentar tantas e tantos sabores quanto forem possíveis! Sério! Se renda!!!!




Mesmo que esteja fazendo graus negativos, não deixe de provar vários gelattos!


O Cappuccino italiano: Mesmo esquema do sorvete: experimente quantos puder! A maioria deles vai ser bem parecido, DELICIOSAMENTE PARECIDO, e vai cair bem tanto pela manhã junto com um croissant como puro depois do almoço. Ah, o cappuccino do Bliblio Bar também é divino (foto lá em cima)!



E aí, salivou??? Tem outras dicas??? Participa aqui nos comentários :)
Beijos, e até o próximo post ;)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

10 Motivos para visitar (e amar) Brasília

“ - Brasília? Mas porque Brasília? O que você vai fazer em Brasília?”


Segundo a maioria dos turistas com quem já tive/tenho contato aqui na capital, essas costumam ser as perguntas mais frequentemente ouvidas de parentes/amigos quando se fala da pretensão de visitar Brasília. 
 
E não me admira, porque também eu, quando estou em outra  cidade, ouço com frequência coisas do tipo “nossa, mas deve ser muito sem graça morar em Brasília, não deve ter nada pra fazer”. Gente, ledo engano!!!! Por isso, eu, que apesar de mineira sou APAIXONADA pela capital federal, decidi levantar algumas razões pelas quais Brasília merece ser visitada! Acompanhe:

 
1) É a capital do seu país – Quando decidimos visitar algum país lá fora, no geral sempre pensamos em começar pela capital, e mesmo que não comecemos por lá, provavelmente ela estará na lista das cidades de interesse, correto? Então! E arrisco a dizer que, conhecendo a capital do Brasil, você vai ter um vislumbre do país como um todo, já que Brasília sempre atraiu e (continua atraindo) gente do Brasil inteiro em busca de oportunidades. Além disso, é o centro onde as decisões políticas e econômicas do país são tomadas, então, conhecer a capital também é uma forma de exercer a democracia!



As decisões políticas do Brasil são tomadas sob um maravilhoso céu azul =)


2) Brasília tem características arquitetônicas únicas! O produtor e DJ internacional Moby, quando esteve por aqui, disse essas palavras:



“Brasília é a meca criada para nerds da arquitetura, como eu”


Meu amigo iraniano chamou Brasília de “a star wars city”. Então você tire suas conclusões sobre o que é Brasília arquitetonicamente falando!!! 

Além das edificações peculiares e lindas, como a Catedral Metropolitana, o Congresso Nacional, a Ponte JK, o Teatro Cláudio Santoro ou a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, a cidade é caracteristicamente horizontal, os prédios tem altura limitada, e por isso de qualquer ponto onde você esteja, você verá o céu maravilhoso do Planalto Central do Brasil.


Catedral Metropolitana, uma das edificações mais lindas
e mais peculiares de Brasília 




3) A cidade possui um dos maiores parques urbanos do mundo: O Parque da Cidade, como é conhecido, é considerado patrimônio de Brasília, um grande espaço de lazer ao ar livre, com lagos artificiais, pistas de corrida/caminhada/ciclismo/patinação, centro hípico, centro de eventos/exposições, quadras poliesportivas (inclusive de areia), campos de futebol, churrasqueiras, etc, etc, etc. Fora toda a enooooorme área gramada, muito propícia para aquele picnik com família/amigos <3



Entardecer no Parque da Cidade
Entardecer no Parque da Cidade, por outro ângulo =) 


4) Aqui em Brasília a diversidade acontece – Continuando o item 1: você realmente vê gente do Brasil inteiro na capital, o encontro de culturas é grandioso! E isso pode ser percebido em eventos sazonais (como a Tradicional Feijoada do Maranhão ou a sempre muito frequentada ExpoTchê), em museus e feiras (do Guará, da Torre de TV, do Cruzeiro, etc) que contemplam toda a diversidade brasileira. E continuando também o item 3, se você for para um picnik no Parque da Cidade, não esqueça de levar na cesta a diversidade brasileira: um pãozim de queijo mineiro, uma cuca do sul, tapioquinha do norte e cuscuz nordestino, um bolo mané-pelado, um suco de cajá-manga ou uma água de coco, umas castanhas baru, ou de caju, ou do Pará e umas frutas do cerrado, tipo um araticum ou uma mangaba, talvez uma atimóia. E ah, não esqueça a erva mate e a garrafa térmica com água quente pra um chimarrão também!!!!



Tem pão de queijo e chimarrão no café da manhã onde eu trabalho!
Ao meu lado, a Ângela, uma amiga gaúcha

5) Diferente de outras regiões do Brasil onde basicamente faz MUITO frio ou MUITO calor o ano todo, na capital as estações do ano muito bem definidas (duas, na verdade hehehe): ou você quase cria mofo no corpo de tanta umidade, ou você sangra o nariz de tanta secura.
E a cada estação, os moradores da capital desejam loucamente que a outra chegue logo!!!! Cada vez que a umidade chega nos 15% (sim, ela chega), a gente esquece o último março, quando a gente tanto pediu pra parar de chover!
 

6) A cidade é agitada com um monte de evento aberto! Não sei se é uma tentativa de puxar uma tendência paulista, mas a cada fim de semana aparecem mais e mais eventos que se utilizam das vias públicas para oferecer à população entretenimento, prestação de serviços e comércio das mais diversas mercadorias. Vale lembrar que o Eixo Rodoviário (eixão, para os íntimos haha), espécie de avenida que atravessa a cidade da ponta leste à oeste em seus 14 km, tem o acesso de veículos proibido no domingo, quando ele fica apelidado de Eixão do Lazer. Além da galera que vai pro eixo pra praticar esportes (corrida, patins, bike, skate, etc), tem aqueles que vão para praticar performances musicais/cênicas,  expor produtos artesanais, comemorar aniversário de criança (dá-lhe pula-pula e piscina de bolinha) entre outros. Literalmente, Eixão do Lazer!




Acredite, não é uma boate! É uma festa aberta no Parque da Cidade!

Esse também foi um evento aberto, na Torre de TV.

E esse foi outro evento aberto, no Parque Olhos D´Água

7) Localizam-se em Brasília 183 embaixadas de países que mantém relações diplomáticas com o Brasil, e nem só de emissão de vistos vivem estas! São muitos os eventos que algumas delas promovem para a comunidade local, visando um intercâmbio cultural como parte da missão diplomática. Quer exemplos? A Embaixada Espanhola realiza anualmente, a Mostra de Cinema Atual Espanhol. A dos Países Baixos festeja aqui o tradicional Dia do Rei, colocando todo mundo pra vestir laranja na semana do dia 27/04. A Embaixada do Reino Unido promoveu, em 2015 um evento comemorativo dos 150 anos da obra Alice no País das Maravilhas. Embaixadas de países de língua francesa promovem anualmente, em abril, a Semana da Francofonia, com apresentações de musica, cinema, teatro, gastronomia, etc. Tem também a Semana da Língua Alemã, que em 2016 contou, entre outros, com apresentações de artistas belgas. Aliás, a Embaixada Alemã exibe, mensalmente, obras clássicas do cinema germânico. E não é só evento cultural, não!  A Embaixada Italiana, bem recentemente, promoveu um seminário empresarial visando empreendedores brasileiros interessados em laços comerciais com a empresas italianas. Ainda tem a Feira das Embaixadas e a Semana da Europa, mas paro por aqui, porque, né... já deu pra dar noção! Hahahaha


Lembrancinhas da Edição de 2015 da Semana da Europa

8) Brasília também atrai os radicais: o maior Encontro de motociclistas da América Latina, terceiro maior do mundo, acontece aqui, o Brasília Moto Capital! Uma semana de atrações, com muito rock n roll, muita gente de tudo que é canto (inclusive de outros países), tudo num clima radical total! Um evento pra se viver a cultura Easy Rider!



 
9) Os ipês! Aaaahhh os ipês! Cor-se rosa, amarelos, brancos, não importa! Os ipês hipnotizam os brasilienses com o colorido que trazem para a capital na primavera! Eles, por si só, no auge do florescimento, já são um motivo pra se conhecer Brasília! Coisa linda de se ver!!!!
 

Nos meses de setembro e outubro, a cidade inteira assim!!!

Imagina você morar numa capital, abrir a janela e se deparar com essa imagem! Lindo demais!


10) Há quem diga que Brasília lidera o ranking de esportes náuticos no Brasil. Sim, você leu isso mesmo! Nunca chequei a fonte, mas sim, esportes náuticos são MUITO praticados em Brasília, ainda que estejamos no centrão do Brasil, mais 1000 km distante de São Vicente, cidade litorânea mais próxima. Como??? No nosso amado Lago Paranoá, em seus 80 km de perímetro. E para o turista curtir nosso mar, é muito fácil alugar uma prancha de stand up paddle, um kaiak ou mesmo um cisne-pedalinho! Fica a gosto do freguês ;)
 
 
Aqui de boas curtindo o lago e o céu de Brasília!
 
Eu poderia listar mais uma série de bons motivos pra se visitar a capital! Mas sou suspeita, uma vez que, como disse no início, sou apaixonada por Brasília, essa cidade linda, como bem expressou  Renato Russo em “Faroeste Caboclo”. 
É tanto amor, que virou até modinha homenagear a cidade na pele! Os azulejos do artista Athos Bulcão, que enfeitam vários pontos da cidade, são os preferidos:
 
 

 
 
Esses decoram a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima. Mas você
encontra outros em vários pontos da cidade!
 

Há quem não ache Brasília assim tão linda. Há quem não ache graça na diferença.
Mas, como diria o cara que a planejou:



 

É isso!!!!! Diferença e diversidade você encontra aqui na capital!
Tá esperando o que pra visitar????? Venha logo!!!!!

=)
 
Abraço, e até a próxima!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Chapada dos Veadeiros Parte III – alternativas para um roteiro de 4 dias

Fala Galera!


Continuando a série de 3 posts sobre a Chapada dos Veadeiros!


Na Parte I, descrevo algumas informações básicas sobre a região.


Na Parte II, traço um roteiro básico de 4 dias.


E agora, sigo com algumas alternativas pra complementar o rolê por esse paraíso! Aqui está:

Morada do Sol: Essa fica bem próxima de São Jorge, não mais que 5 km. Já dentro da propriedade, percorre-se uma trilha bem tranquila, de menos de 1 km até as piscinas naturais e pequenos cânions. Como essa é beeem acessível, é também muito frequentada, provavelmente você vai encontrá-la com muita gente. Cerca de R$ 20 a entrada.



Não tenho muitas fotos da Morada do Sol. Essa é a única, e são todos amigos de Brasília. Pra tanta gente ter topado ir, é porque o lugar é massa,  né?

Abismo e Janela: São duas atrações na mesma propriedade, que fica bem próxima de São Jorge também, menos de 4 km. O problema é lá dentro: são outros 4 km até a Janela, de onde se tem uma vista ESPLENDOROSA das cachoeiras do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mais uns 3 pra voltar até a cachoeira do Abismo, que é deliciosa com suas piscinas naturais, rasinhas e quentinhas, e mais sua queda pequena porém linda! Indica-se guia para a trilha até a Janela, tendo em vista o grau de dificuldade considerado moderado a difícil. Ele vai cobrar entre R$ 70 e R$ 100 pra acompanhar um grupo e pode ser facilmente contratado em são Jorge. Importante lembrar que no período alto da seca (mai-jul) a queda d´água quase se extingue. Também uns R$ 20 a entrada.


Encontro das Águas: esse é mais longuinho, uns 25 km a partir de São Jorge, então é bom sair cedo pra aproveitar mais. Os rios São Miguel e Tocantinzinho se encontram ali, formando pequenos cânions com um visual estonteante. A trilha tem mais ou menos 1,5 km, considerada de fácil a moderada.  Dá pra se banhar numa piscininha formada entre pedras, ou ainda numa espécie de praia, onde a maioria das pessoas prefere ficar. Cerca de R$ 10 a entrada.


Segredo: Acho que essa foi a trilha mais pesada que já fiz na Chapada, nível difícil mesmo!!! Em contrapartida, acho que foi o lugar mais lindo que visitei por lá!

São 8 km de trilha: umas 3 ou 4 horas de caminhada pra ir, e mais 3 ou 4 pra voltar, cruzando o rio São Miguel 7 vezes! Prepara pra molhar o tênis de ou vá com sandália de trilha. Havaianas nem pensar... é bom que dá pra ir se refrescando durante a trilha, mas não perca tempo demais nesses banhos, porque você vai precisar desse tempo quando chegar no Segredo mesmo.

A cacheira do Segredo é uma imponente queda com mais 100 metros de altura, cercada de paredões de rocha que fazem com que haja baixa incidência do sol, então a água é bem geladinha!

Importante estar atento às estações: no período de chuva (nov-mar) costuma-se fechar a trilha, tendo em vista os riscos e a cheia do rio São Miguel. No auge da seca (mai-jul) a trilha é reduzida, e as vezes dá até pra ir de carro até bem próximo à queda d´água).

Como a trilha é longa e de difícil acesso, exige-se a presença de guia, contratado em São Jorge ou mesmo em Alto Paraíso, da mesma forma como eu disse antes. É importante sair cedo pra trilha, considerando a distância e o tempo que você vai querer parar sob a cachoeira (tem um enooooooorme poço pra banho). Esqueça qualquer outro programa no dia que você for desvendar o Segredo mais bem guardado da Chapada, e não esqueça de levar um lanchinho, você vai precisar! ;)


Uma das travessias do Rio São Miguel. É sempre bem raso, mas sempre tem que se molhar MESMO!


O segredo mais bem guardado da Chapada!

De tirar o fôlego, né?

Cataratas do Couros: Se pra Cachoeira do Segredo eu fiz a maior caminhada até hoje na Chapada, para as Cataratas do Couros foi a maior estrada de terra! Essa também exige pular da cama cedo! Pra chegar, tem que pegar a estrada de volta pra Brasília, dirigir mais ou menos 16 km de asfalto, mais 35 km de estrada de terra, com direito a passar por assentamento do MST. Dá pra ir sem guia, mas não cometa o erro de ir no período de chuva: a estrada vai estar pura lama e as cataratas vão oferecer sérios riscos.

Já lá dentro, são mais ou menos 3 km de trilha a pé (nível moderado) até as Cataratas, que são simplesmente de perder o fôlego. O Rio Couros (por isso o nome Cataratas DO Couros) corre de forma magnífica formando corredeiras e cânions com vários poços pra banho! E como tem muita parte rasa, com muita incidência do sol, é perfeito pra quem foge de água fria!

É interessante deixar essa atração para o último dia de viagem, porque de lá fica tranquilo retomar a viagem de volta pra Brasília.

Uma outra opção, para os mais aventureiros, é fazer uma travessia de 35 km caminhando entre as Cataratas do Couros e a Cachoeira do Segredo, passando uma noite de camping no caminho, mas confesso que não tenho muita propriedade pra falar a respeito. Talvez um dia eu encare o desafio e volte aqui para atualizar ;)

As Cataratas do Rio Couros


 
Gente... por ora é isso!!! Tem mais um mooooonte de cachoeiras e outras atrações na Chapada dos Veadeiros que eu ainda não pude explorar e então não posso colocar aqui! Caso alguém queira colaborar com mais informações, não hesite em contatar e enriquecer o blog J

Um grande abraço e até o próximo post ;)

sábado, 26 de dezembro de 2015

Chapada dos Veadeiros - Parte II - Roteiro básico 4 dias





Galerinha!!!! Continuando a série de 3 posts sobre a Chapada dos Veadeiros!


Na Parte I, descrevo algumas informações básicas sobre a região.


Nessa Parte II, fiz um roteirinho básico com aquilo que acho imperdível pra quem vai com pouco tempo, como 3 ou 4 dias. Na verdade não só eu acho imperdível, como também a maioria dos sites e travelblogs indicam essas atrações.


Na Parte III, são apresentadas algumas alternativas para esse roteiro de 4 dias!

Aqui, estou colocando mais opções com uma descrição básica de cada uma, porque aí dá pra fazer uma avaliação do nível de dificuldade da trilha, distância a ser percorrida de carro, etc, e com isso adaptar a viagem, se for o caso! O roteiro foi feito considerando a hospedagem em São Jorge, mas tá fácil de adaptar também pra quem quer ficar em Alto Paraíso! 


Ao roteiro, então!!!!





Dia 1) Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Principal cartão postal da região e Patrimônio Mundial Natural, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros tem cerca de 65.514 hectares.

A entrada do Parque fica em São Jorge mesmo, acesso muito tranquilo, precisa nem ir de carro. Ah, não é cobrada taxa de entrada, mas o acesso ao parque é somente até o meio dia e há limitação no número de visitantes, então é aconselhável chegar cedo.

Para um dia de visita, são 3 trilhas possíveis de se fazer, devendo-se escolher entre elas. Há ainda uma quarta trilha - Trilha dos Saltos - mas essa é uma travessia de 3 dias, com obrigatoriedade de guia, etc, não é o foco aqui. Quanto às trilhas possíveis pra um dia, são essas: 



I) Trilha da Siriema: Bem leve, cerca de 800 metros de caminhada. Indicada pra quem vai com crianças, pessoas com dificuldade de locomoção ou baixa resistência física. 

II) Saltos do Rio Preto: São dois os Saltos: Salto I, com 80 metros de queda e um grande poço pra banho, e Salto II, com 120 metros de queda, que é só pra ser apreciado mesmo. A trilha toda tem cerca de 9 km (ida e volta), grau de dificuldade de moderado a difícil.

III) Cânions e Cariocas: Mais ou menos 9 km de ida e volta também, com grau de dificuldade moderado. Caminhadinha longa mas não muito pesada, porque tem pouco desnível, além de ser compensada com a beleza do cerrado e as quedas d´água com poços pra banho.


Repetindo a foto do post anterior porque acho essa vista pro Parque simplesmente maravilhosa!



Dia 2) Vale da Lua, Raizama e Termais


Todas as três propriedades estão localizadas bem próximas de São Jorge, relativamente próximas uma da outra, por isso minha sugestão de fazer no mesmo dia, entretanto, a última, Termais, é um programa para o fim do dia/início da noite, então pode ser feito em qualquer um dos dias da viagem



Manhã - Vale da Lua: Atração imperdível na Chapada, com toda sua formação rochosa diferenciada que parece imitar mesmo a superfície lunar. O Vale da Lua recebe muitos visitantes, por isso também é legal ir logo pela manhã, pra não pegar o lugar tão lotado. Pra chegar lá, 11 km de estrada de terra (ou vai de carro, ou de carona, ou com agência turística) mais 700 metros de caminhada. Nível leve a moderado, e o ingresso em torno de 25 reais.


Vale da Lua com suas diferenciadas formações rochosas


Tarde - Raizama: 3 km de estrada de terra desde São Jorge, mais uns 2 km de caminhada leve. Dá pra aproveitar hidromassagem natural, mais um cânion de 100 metros de extensão que forma várias piscinas naturais. Mas o melhor da Raizama, pra mim, é o palco que tem na entrada da propriedade e que vários dias oferece atrações musicais de primeira! O palco em si, pra mim, já é uma grande atração (vide foto). Normalmente as atrações são pelo final da tarde, por isso recomendo a visita no turno vespertino, pra tentar a sorte de pegar alguma atração rolando por lá. Ah,eles também vendem um delicioso empadão goiano!!!! Ingresso também em torno de 25 reais.

O palco do Raizama. Torça para que tenha alguma atração musical lá quando você for!
Noite - Termais - Morro Vermelho ou Jardim do Édem: As duas ficam quase de frente uma para a outra, uns 10 km de São Jorge na direção de Colinas do Sul. É a atração perfeita para o fim de um dia de trilhas: Piscinas de pedra com água quente, iluminação com velas, climinha perfeito pra relaxar e tomar um vinho. Sim, não se esqueça de levar uma garrafa de vinho. 
Sobre qual das duas escolher, eu normalmente vou no Morro Vermelho, acho a estrutura mais interessante, mas ambas são bem acessíveis, grau de dificuldade baixo. Ingresso R$ 15.

Com amigos queridos nas Águas Termas Morro Vermelho
  



Dia 3) Almécegas I, Almécegas II e São Bento



As três atrações fazem parte da mesma propriedade, a Fazenda São Bento. A propriedade fica no caminho entre Alto Paraíso e São Jorge, então estando hospedado na segunda, é como voltar pra primeira, dirigindo uns 15 km. A entrada da propriedade é bem sinalizada, não tem como errar.

Já lá dentro, paga-se aproximadamente 30 reais para acesso às 3 atrações, ou um pouco menos se não tiver interesse em conhecer as 3. A diferenciação é feita por pulseiras de cores diferentes.

A primeira e mais acessível das 3 atrações é a cachoeira São Bento. De onde deixa-se o carro, até a cachoeira, são só 200 metros de caminhada, muito tranquilo inclusive para crianças e pessoas com locomoção reduzida.

Um pouco mais de caminhada leva às Almécegas I e II. 

Para Almécegas I, mais ou menos 2 km de caminhada de nível fácil a moderado. Já para Almécegas II tem-se uma caminhada mais curta e bem mais fácil, uns 200 metros a partir de onde deixa-se o carro. As duas são de beleza estonteante, e eu diria que vale muito o esforço para conhecer ambas.

Além das cachoeiras, a propriedade São Bento oferece também estadia e atrações de Turismo de aventura, como rapel e tirolesa. Maiores informações no site http://www.pousadasaobento.com.br/




Almécegas II com sua "plataforma" de salto.
Nunca perco a oportunidade :)
Almécegas I vista a partir da trilha, Lá em baixo
tem um poço pra banho, e ali em cima, antes
da queda, formam-se várias piscininhas
naturais

















Dia 4) Loquinhas (a primeira sílaba lê-se LÓ, e não LÔ)


Mais uma que julgo imperdível. As Loquinhas, na verdade, são uma sequencia de poços e quedas d´água de um azul meio esverdadeado impressionante, a serem percorridos por uma trilha de madeira suspensa, o que torna o acesso bem fácil.

O ingresso custa aproximadamente 15 reais, e como está bem dentro do município de Alto Paraíso, faço sempre a sugestão de deixar essa para o último dia, porque de lá já pode seguir viagem para Brasília ou para o lugar onde se iniciou a viagem. A propriedade tem uma estrutura legal com banheiro e vestiário, além de um chuveirão externo, que possibilita trocar de roupa e dar um grau no visú antes de encarar a estrada da volta.



A última queda e último poço das Loquinhas! Recomendo muito!!!!



Bom, para o roteiro fechado, é isso que tenho pra oferecer hehehe
MAAASSS... próximo post vai ser sobre algumas alternativas que podem ser encaixadas caso não haja interesse pelas opções dadas aqui ou mesmo para complementar um dia no qual sobre algumas horas!


Então, até breve no próximo post sobre a linda Chapada!